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25 outubro 2008

Madonna faz exame de consciência em filme sobre o Malauí

Está em cartaz na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo o mais recente filme que leva a assinatura de Madonna, "Eu sou porque nós somos", documentário feito no Malauí, país onde a cantora acabou adotando o pequeno David Banda. Com roteiro e narração da diva pop, o filme expõe os graves problemas do país africano, como fome, falta de educação e epidemia de Aids.

"Eu sou porque nós somos" é revelador no sentido de esclarecer não apenas os problemas dessa sociedade, mas também suas origens. A Aids, por exemplo, se espalha cada vez mais também graças a antigas tradições das vilas. Em um dos casos, a mulher soropositiva, após perder o filho também portador do HIV, tem que ser "limpa", o que significa que um homem casado vai ter relações sexuais com ela. Não se fala em educação sexual, não se fala em proteção nem em formas de evitar a disseminação da doença, que já é responsável por cerca de um milhão de crianças órfãs no país.

A situação de miséria é grave também. O filme todo é permeado por imagens de pessoas doentes, com as costelas aparentes, braços e pernas quase atrofiados de tão magros. A maioria não tem acesso a escolas, e as crianças ainda sofrem com a violência de rituais macabros.

Além de apontar os problemas do Malauí, o filme recorre a quem pode compreendê-los a ponto de sugerir soluções -porque ao espectador, a certa altura, parece que não há mais esperança. Especialistas do mundo todo e autoridades africanas, de forma coerente, mostram como a população, desde que com apoio externo, pode trabalhar em benefício próprio.

Ao longo de "Eu sou porque nós somos" Madonna vai mostrando as pessoas que conheceu durante suas viagens ao Malauí, aquelas que ela de alguma forma ajudou, pagando escola ou dando uma casa, até a adoção do pequeno David Banda - caso no qual, no entanto, ela não se aprofunda. E soa admirável a iniciativa de trabalhar em prol de quem realmente precisa, mas o que acaba atrapalhando o documentário é a análise cheia de clichês que a cantora apresenta, com aquela visão típica de quem enxerga o mundo de cima -literalmente, dos Estados Unidos e da Europa.

Com o discurso "essas pessoas sofrem tanto e têm uma alegria imensa de viver, como posso eu reclamar de algo?", a cantora encerra o filme fazendo um exame de consciência e convocando os espectadores para fazerem a sua parte. O ditado "Eu sou porque nós somos", que dá título ao longa, se refere justamente às relações entre as pessoas do mundo todo, como é possível ajudar e influenciar os outros num mundo globalizado como o nosso. E Bill Clinton encerra com a frase de feito: "temos que perceber que as nossas semelhanças são mais importantes que as diferenças".





"Eu sou porque nós somos"
Domingo (26), às 14h, no IG Cine
Segunda-feira (27), às 14h40, no Unibanco Arteplex 3

Créditos: G1/ circuito Mt

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