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19 setembro 2009

Entrevista à Larry Flick, da Sirius XM Radio (NY - 17/09/2009)

image"Celebration", a coletânea mais completa de Madonna está sendo lançada em vários países neste mês de setembro, mas o trabalho de divulgação já estava a todo vapor, mesmo durante a Sticky & Sweet Tour. Nesta entrevista concedida ao amigo/radialista nova-iorquino Larry Flick, Madonna fala sobre seu novo álbum, os novos single e vídeo, e consegue olhar um pouco para o passado.

Larry Flick: O vídeo tem participação da sua filha, Lourdes. Como isso aconteceu?
Madonna: Ela convive muito com os bailarinos. É uma bailarina autodidata. O vídeo é sobre a celebração  da música e da dança. Há um momento de improvisação, quando estamos todos em círculo e cada bailarino faz o que sabe melhor ou algum movimento especial. Ela queria fazer o dela, então fez.

LF: Você estava confortável com fato dela fazer o vídeo?
M: Sim. Ela realmente queria fazê-lo. É apenas uma pequena participação.

LF: Você sente que ela quer seguir seus passos?
M: Não. Não acho que queira ser cantora. Acho que quer ser atriz.

LF: Como você lida com isso?
M: Estou tranqüila quanto a isso, assim que ela terminar os estudos, pode pensar seriamente. Ela também toca piano, tem senso de moda e estilo. Ela pode seguir em qualquer direção. Ela tem vários interesses diferentes agora. Vamos ver. Eu não estou forçando nada. Vamos ver o que ela quer fazer.

LF: Ela aparenta ser tão equilibrada.
M: Yeah. Ela cresceu sendo o centro das atenções, realmente. Tem sido protegida, mas também tem sido perseguida pelos paparazzi desde quando era um bebê.

LF: Como ela está lidando em ser a irmã mais velha? Ela é protetora?
M: Ela é uma super-irmã. É ótima com os menores. Tem aquela típica relação de irmão com Rocco. Eles são do tipo “te amo / te odeio”. Mas com os dois pequenos, ela é ótima. Incrível. Muito cuidadosa.

LF: Você vai ser uma mãe de mais alguma criança?
M: Quem sabe? (risos)

LF: É algo que você gostaria?
M: (mais risos) Bem, eu estou bastante atarefada, agora. Não tenho idéia. É tudo que posso dizer. Mas nunca devemos dizer nunca.

LF: Celebration está prestes a sair. É o seu terceiro álbum de grandes sucessos, mas você nunca olha para trás, não é mesmo?
M: Não.

LF: Não é estranho pra você ver todo mundo tão excitado em revisitar suas músicas antigas?
M: Não, eu não estou pensando dessa forma. Estou feliz que as pessoas querem ouvir as minhas músicas antigas. Eu escrevi algumas boas!

image LF: Você ouve você mesma?
M: Eu tento não ouvir (risos). Na verdade, às vezes, ouço. Mas o que acontece é que estando em turnê agora, e toco algumas dessas músicas antigas. Inevitavelmente, vou enjoar dessas músicas que canto todas as noites. Mas é bom revisitar canções que eu não escuto há muito tempo, e pensar: "Yeah, essa é boa. Eu gosto dessa.”

LF: Que música está fazendo você pensar desse jeito, hoje?
M: Das antigas?
LF: Sim.
M: Eu gosto de "Beautiful Stranger". Essa é uma boa.

LF: Há alguma música que você não quer celebrar?
M: Não. Elas todas são uma parte de mim, um aspecto meu, ou um momento crucial para mim, mesmo que não sejam necessariamente importantes para o grande público. Eu certamente posso identificar o que estava acontecendo na minha vida naquele momento. Elas sinalizam meu caminho.

LF: Existe alguma música sua que você considere perfeita?
M: Eu acho que tenho músicas que soam melhor e falam mais francamente sobre mim que outras. Como "Don't Tell Me". Ou "Like It Or Not". "Live To Tell" também seria uma delas.

LF: Você ainda pára e pensa: "Eu ainda tenho muito o que fazer"?
M: (risos) Às vezes. Mas, pra isso, eu tenho que ter algum tempo livre!

LF: Estar em turnê parece ser uma verdadeira operação de guerra. Quanto tempo leva para uma turnê ficar pronta para ir para a estrada? E para você ficar pronta, fisicamente?
M: Em primeiro lugar, eu começo a treinar meses antes, apenas para preparar minha resistência cardiovascular até para que eu possa cantar e dançar, ao mesmo tempo. Então, começo a montar show, esboçar a coreografia e experimentar. Com isso, gasto horas e horas com a minha banda e dançarinos, meu coreógrafo e diretor. Isto já é um teste de resistência. Então, enquanto o show está sendo montado, eu fico fisicamente preparada para fazê-lo repetidas vezes, por vários meses.

LF: Em que momento você diz: "Chega, tirem-me daqui, está demais pra mim"?
M: Agora mesmo (risos). Nós fizemos a turnê por quatro meses e demos uma pausa. E agora estamos na estrada há uns dois meses. Acho que é boa hora para acabar. Eu estou pronta para ter uma outra experiência criativa. Eu não sei como as pessoas vão para a estrada por 18 meses e fazer o mesmo show. Eu não conseguiria.

LF: Mas você também não é daquelas que pegam leve, não é?
M: Não, não muito. Não com filhos e um trabalho. De vez em quando, eu tenho um momento de reflexão. Geralmente, quando sou forçado a olhar para trás por alguém como você ... ou quando alguém faz uma retrospectiva da minha carreira. Aí que penso “eu fiz tudo isso?". Mas, geralmente, só quando alguém me lembra.

LF: Você tem o dom de escrever canções ácidas e políticas, mas também de escrever coisas divertidas e despojadas. Que tipo você acha que mais toca as pessoas?
M: Algumas pessoas politicamente mais consciente, querem ser inspiradas por canções como "American Life", outras, que querem apenas relaxar, gostam mais das músicas tipo “vamos-curtir”. Acho que as pessoas estão em momentos diferentes. Meu humor também varia em momentos diferentes.

LF: Que tipo de música você tem ouvido ultimamente?
M: Estou ouvindo muita música eletrônica.

LF: Você ainda curte ir à boate?
M: Sim, mas obviamente não freqüento quando estou em turnê, porque não é bom para mim, realmente. Não dá pra falar alto depois dos shows, nem se trancafiar numa boate cheia de fumaça.

LF: Conte-me sobre a parceria, na faixa "Celebration", com Paul Oakenfold. No trabalho com ele, o quê foi mais interessante para você?
M: Paul já fez muitos remixes pra mim. Temos parceria em um monte de músicas, por conta disso. Além disso, ele fez quase todas as a aberturas da turnê, nós estamos sempre juntos. Tocou em festas que eu fui. Eu gosto da energia dele (nota do tradutor: “energia”???). Gosto de sua capacidade de fazer todo mundo levantar e dançar. Ele sabe como lidar com o público. Ele é uma pessoa muito positiva, pessoalmente. Eu ouvi algumas produções que ele fez com outros artistas, e decidi experimentar.

LF: Que som você imagina para o seu próximo disco? Você já pensou sobre isso?
M: Ainda não. Eu amo música eletrônica, por isso, tenho certeza que vou continuar a fazer alguma coisa nessa área. Mas eu não sei com quem vou trabalhar ainda.

LF: Qual a sua próxima meta de vida? O que você está para fazer?
M: Eu tenho vários projetos em curso. Escrevi um roteiro e quero dirigir outro filme. Espero fazer isso, no próximo ano. Também tenho muitos e muitos projetos em curso na África agora que quero levar a diante, como a construção de uma escola para meninas e dois novos documentários que eu quero fazer. Então, eu tenho muitos projetos em curso.

LF: Você imaginava que sua vida fosse mudar desta maneira?
M: De jeito nenhum!

LF: É impressionante, não é?
M: É uma loucura. Eu sou muito sortuda. Me sinto verdadeiramente abençoada.

Via Minsane.com.br /Texto em inglês: Madonna Tribe
Tradução: Átila Oliveira

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