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20 outubro 2009

Os tiros do paparazzo

Por André Sarmento

 Divulgação

FLAGRANTES
No Pictures, “sem fotos”, sai em novembro nos Estados Unidos

Os fotógrafos de celebridades, conhecidos como paparazzi, costumam ser menosprezados – quando não xingados, socados ou até atropelados. Mesmo assim, o americano Ron Galella conseguiu construir para si uma aura de respeito. Conhecido como rei dos paparazzi, aos 77 anos ele é uma lenda viva entre os fotógrafos. Todos os fotógrafos.

Tamanha reverência existe porque mesmo quem trata os caçadores de flagrantes como parasitas da fama alheia reconhece o impacto de seu trabalho. As fotos de Galella são fantásticas, de tão simples. Como bom paparazzo, a relação dele com seus personagens nem sempre era amistosa, para dizer o mínimo. Ele chegou a usar um capacete de futebol americano para perseguir Marlon Brando porque certa vez o ator o socou, arrancando-lhe cinco dentes. Jackie Onassis obteve na Justiça uma liminar que o proibia de chegar a menos de 7,5 metros dela e de seus filhos.

Nos flagras de personalidades fica nítido quanto elas foram surpreendidas pelo fotógrafo. Nesse momento, diz Galella, podia-se constatar se seu carisma era verdadeiro ou não. Para Galella, fotografar deveria ser rápido, como um tiro. É uma concepção de arte parecida com a do francês Henri Cartier-Bresson, um dos maiores mitos da fotografia, que falava do “instante decisivo”, o momento em que a imagem se construía naturalmente na frente de suas lentes.

Os melhores tiros de Galella – e as vítimas que ele, em vez de abater, ajudou a imortalizar – podem ser vistos no livro sugestivamente chamado No Pictures, que será lançado em novembro nos Estados Unidos.

Revista Epoca

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