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16 dezembro 2009

Madonna na Rolling Stones edição Brasil de dezembro

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Na frente da casa de Madonna, em Londres, há uma placa dizendo que uma pessoa famosa talvez tenha  pensado em morar ali um dia. Hoje, essa pessoa está em um intervalo da turnê Sticky & Sweet, e a casa está agitada de tanto movimento. No porão, editores montam dois novos videoclipes. Em um hall de paredes azuis - com uma pintura feita por um mestre antigo que retrata o Carnaval de Veneza -, outros funcionários andam de um lado para o outro: um assistente, um pedreiro, uma empregada e a personal trainer de Madonna, que está irritada com uma foto de tabloide nada lisonjeira que mostra os tendões em evidência nos braços da estrela. "Recebo centenas de e-mails de gente do mundo inteiro que quer ter esse corpo", ele reclama. Mas, no mundo de Madonna, depois de 27 anos de escândalos e provocações, uma foto ruim não chega a ser realmente uma preocupação. Ao longo das últimas três décadas, ela vendeu mais de 200 milhões de discos (mais do que qualquer outra artista mulher, de longe); a turnê Sticky & Sweet é oficialmente a que mais rendeu lucros brutos para qualquer artista solo, com arrecadação de US$ 408 milhões. Apenas alguns dias antes da nossa primeira entrevista, 80 mil fãs em Varsóvia (Polônia) cantaram "Parabéns a você" para ela. Madonna, que completou 51 anos, segurou as lágrimas e disse ao público: "Eu adoro o meu trabalho. Este é o melhor presente de aniversário que já ganhei".


CONFIRA AQUI as perguntas e respostas que ficaram de fora da edição impressa da Rolling Stone Brasil.

Durante duas longas entrevistas, que continuaram dentro de uma suíte de hotel em Budapeste (Hungria), Madonna - uma artista que quase nunca olha para trás - escavou fundo seu legado musical. Criada em Detroit, ela viu seu mundo se sacudir aos 6 anos, quando a mãe morreu. Sempre extrovertida, se apresentou pela primeira vez em um show de talentos no ginásio, com o corpo todo pintado. Ela desafi ou o pai severo quando largou o curso de dança na Universidade de Michigan e se mudou para Nova York em 1978, onde passou a ganhar a vida como modelo viva ao mesmo tempo que se apresentava em clubes como o CBGB. O álbum de estreia, Madonna (1983), trazia os sucessos "Holiday" e "Lucky Star", e ela foi catapultada para a fama um ano depois, com a força de Like a Virgin - e de sua apresentação explosiva no Video Music Awards da MTV.

VEJA as capas de Madonna para a Rolling Stone.

Um quarto de século mais tarde, Madonna continua a se reinventar. Ela acaba de lançar Celebration, um pacote de dois CDs com seus sucessos, com 36 singles e duas músicas novas, incluindo "Revolver", colaboração com Lil Wayne. Abre com "Hung Up", hit de 2005. "Porque é uma música foda", Madonna explica - mas também porque foi o maior sucesso mundial que ela já teve, chegando ao topo das paradas em 45 países.

Quando ela surge nesta manhã, o rosto está corado de fazer ginástica e ela veste um top preto com estampa de coração e uma correntinha de cabala no pulso esquerdo. Ela não está usando maquiagem e sua voz só tem um vestígio fraco do sotaque britânico que ela adotou no decorrer da última década. Desde que se divorciou do diretor Guy Ritchie, ela voltou para Nova York, onde comprou uma casa enorme no Upper East Side. Há 20 anos, ela parecia incapaz de segurar a língua para falar sobre os, digamos, detalhes íntimos de seu casamento malfadado com Sean Penn. Mas agora ela é um pouco mais cautelosa para esclarecer os parâmetros exatos das minhas perguntas e para calibrar suas respostas - ela atribui o cuidado, em parte, à cabala. "Não acho que eu tenha sido cruel, mesquinha nem desalmada no passado, mas naquele tempo eu era capaz de fazer fofoca ou de falar mal dos outros, ou de dizer coisas sem pensar nas consequências", ela diz. "[A cabala] transformou a minha maneira de encarar a vida, de modo que eu naturalmente vou mudar a maneira como penso sobre a vida: não pensar como vítima, assumir responsabilidade pelas minhas ações e pelas minhas palavras."


RELEMBRE o texto "O EVANGELHO DE MADONNA", capa da Rolling Stone Brasil em novembro de 2008.

Você foi criada em Pontiac, nos arredores de Detroit. Suas primeiras influências musicais vieram de festas no bairro em que você morava, que tinha muitos negros. O que você lembra dessa época?
A Motown estava em todo lugar. Stevie Wonder, Diana Ross e Jackson 5, cresci ouvindo isso. Mas, quando eu estava na escola, nos mudamos para um subúrbio de classe média branca. Não tinha mais festa na casa das pessoas, não tinha mais música tocando alto no vizinho. Eu me senti isolada, e foi aí que criei meu próprio mundo. Foi aí que resolvi ser dançarina profissional. Fiquei mais introvertida e saía escondida de casa para ir a shows. Naquele ponto, eu já sabia que a música tinha poder, mas não era capaz de articular isso para ninguém.

Quais foram os primeiros shows que você viu?
O meu primeiro show foi David Bowie, quando eu tinha 15 anos. Tinha mímicos no palco. Foi demais. Eu gostaria de ter visto ele como Ziggy Stardust. Meu segundo show foi Elton John, e o terceiro foi Bob Marley. Nada mal, hein?

Não mesmo. Você bebia nos shows?
Quando eu ainda estava na escola? De jeito nenhum. Eu era a maior nerd. Para falar a verdade, só fui beber depois que me divorciei pela primeira vez [de Sean Penn], quando eu tinha 30 anos.

É interessante você citar Bowie como influência.
É que todo mundo acha que eu nasci dentro de uma discoteca. Os meus irmãos mais velhos ficavam no porão escutando The Who, Rolling Stones e Bob Dylan, "Whole Lotta Love", do Led Zeppelin, "Baba O'Riley", do The Who.

RELEMBRE AS FOTOS dos shows da turnê Sticky & Sweet em São Paulo.

Você lê esta matéria na íntegra na edição 39, dezembro/2009

Créditos: MInsane/ Rolling Stones

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