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29 maio 2011

Madonna põe dinheiro em água de coco do Ceará

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Conheça a Vita Coco, empresa de bebidas dos EUA que tem celebridades como investidores e que compra matéria-prima brasileira.

Em abril de 2009, a revista Forbes detectou o início de um pequeno movimento de popularização da água de coco nos Estados Unidos. A constatação ocorreu, ainda assim, acompanhada de ressalvas: “O marketing é que está vendendo essas bebidas, já que o gosto não é exatamente agradável para todo mundo”, disse a famosa publicação de negócios na ocasião. “A água de coco tem um gosto um pouco metálico, como o da água que sai de uma mangueira de jardim”. Mas, com a Vita Coco, a principal empresa do setor, a bebida está aos poucos se livrando do carimbo de exotismo exclusivo para iniciados ou para moderninhos que tentam causar espécie – e com Madonna como o rosto dessa guinada.

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Há pouco mais de um ano, a popstar decidiu investir dinheiro na Vita Coco. Então namorada – segundo consta – do modelo brasileiro Jesus Luz, ela teria investido US$ 1,5 milhão na empreitada (o valor, informado na época pelo New York Post, não confirmado ou contestado pela companhia). Depois de Madonna, outros investidores-celebridades enfileiraram-se na porta da empresa: Demi Moore, Matthew McConaughey e Anthony Kiedis, vocalista da banda Red Hot Chili Peppers. Houve mais figuras famosas a engordar a lista desde então, mas a empresa não revela seus nomes. A cantora Rihanna foi a mais recente delas a reforçar o time de estrelas – não como investidora, mas como garota-propaganda da marca.

A raiz brasileira da empresa norte-americana não se limita ao – segundo consta – namoro de Madonna com um modelo brasileiro no momento em que ela decidiu investir. A bebida é brasileira. A Ducoco, tradicional empresa do setor, com sete fazendas de cocos no Ceará, é uma das fornecedoras de matéria-prima para a Vita Coco. Madonna, Demi Moore, Matthew McConaughey e Anthony Kiedis, reluzentes em seus tapetes vermelhos, refestelam-se com água de coco de carregado sotaque cearense.

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A Vita Coco foi criada em Nova York por Michael Kirban e Ira Liran, dois amigos de longa data que, até então, não tinham nenhuma relação com o mercado de bebidas. Kirban, de 36 anos, comandava uma empresa ligada ao mercado de softwares e é hoje o principal executivo da Vita Coco. Liran, por sua vez, decidiu-se pelo novo ramo quando viajou para o Brasil: o plano B para o empreendedor seria abrir uma loja de sapatos femininos. É dele a tarefa de negociar com os fornecedores brasileiros.

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O time de fornecedores da empresa não se limita aos brasileiros – produtores das Filipinas e do sudeste asiático também estão na lista. Mas o DNA brasileiro é mais uma vez detectado quando se escrutina a origem da empresa. Kirban e Liran perguntaram às duas brasileiras que estavam com eles em um bar em Nova York do que elas mais sentiam falta de sua terra natal. “Água de coco” foi a resposta. Deu-se o estalo nos dois empresários, e com isso nasceu um novo segmento da indústria de bebidas nos Estados Unidos. (E não foi o único fruto duradouro daquela noite: Liran acabou se casando com Bianca Wajngarten, uma das brasileiras presentes ao encontro).

A Vita Coco não é a única em seu métier, mas é a maior, com uma fatia de mercado entre 55% e 60%, segundo a empresa. Em 2010, seu faturamento foi de US$ 40 milhões (ou R$ 64 milhões, em valores atuais). É o dobro do montante reportado apenas dois anos antes. E a meta é de quase triplicar a receita em 2011, para US$ 110 milhões (perto de R$ 180 milhões). Receita multiplicada por cinco em um intervalo de três anos.

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Grandes como o suco de laranja

“A indústria de água de coco nos EUA tem potencial para ser tão grande quanto a de suco de laranja” , disse ao iG o diretor de comunicação da Vita Coco, Arthur Gallego. É possível que o otimismo esteja acentuado em demasia. Afinal, o suco de laranja, um portento de US$ 10 bilhões nos EUA, é uma commodity (produto básico de ampla aceitação internacional) com contratos negociados em bolsa e na qual atuam gigantes multinacionais do agronegócio. A água de coco, por sua vez, quando não consumida in natura, restringe-se ao envasamento feito por empresas de alcance apenas local – caso da Ducoco, no Brasil, e da própria Vita Coco nos EUA.

Mas as evidências de que esse mercado está em ascensão já são mais claras. A Coca-Cola investiu US$ 15 milhões em 2009 na Zico Beverages, uma das concorrentes da Vita no mercado norte-americano. Naquele mesmo ano, a Pepsi comprou a brasileira Amacoco, dona das marcas Kero Coco e Trop Coco. A Pepsi também assumiu, há seis meses, o controle da O.N.E., Kirban e Liran, os controladores da Vita Coco, também têm parcerias para além do mundo das celebridades. Está com eles a Verlinvest, empresa de invesimentos belga ligada à Interbrew (agora parte da Anheuser-Busch InBev), que injetou US$ 7 milhões na empresa em 2007.

Números à parte, a Vita Coco desenvolveu versões da água de coco para agradar ao paladar norte-americano. Em caixinhas de 330ml, 500ml e um litro, há, além da água de coco original, versões com sabores de pêssego com manga, tangerina, abacaxi e açaí. Ainda não se sabe que julgamento fazem dessas misturas os consumidores do Ceará, terra natal da água agora amada pelos gringos.

 Economia IG

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