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29 maio 2011

A Rainha que veio da plebe

Cantora, escritora de livros infantis, diretora de cinema, ativista em várias frentes: Madonna é uma personalidade que transcende a condição de estrela da música pop

O jornal português ‘Diário de Notícias’, publicou reportagem falando sobre a relevância de Madonna na música pop. Confiram parte dessa matéria abaixo:

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Wyn Cooper é um poeta americano que vive atualmente em Halifax, Vermont. O seu livro mais recente tem o sugestivo título Chaos Is the New Calm (2010). Rezam as crónicas que cresceu no Michigan e, nos tempos do liceu, foi namorado de uma aluna de nome Madonna Louise Ciccone.

Há poucos anos, durante a investigação para o seu livro sobre Madonna, Como Um Ícone - A Biografia Definitiva (2008), a escritora e jornalista Lucy O'Brien encontrou-se com Cooper e pediu-lhe que evocasse as memórias dessa época. Disse ele: "Ela não tinha uma personalidade muito carismática. Era impossível adivinhar que iria transformar-se numa pop star mundialmente famosa. É por isso que, para muitos de nós, foi uma surpresa vê-la tornar-se tão grande. Lembro--me de ir a uma loja e ver o seu rosto num álbum: 'Meu Deus, é ela. Não acredito!' Ficámos todos em estado de choque. Como é que ela tinha chegado ali?"

Eis uma pergunta ("como e que ela chegou ali?") que pode condensar a história e o fascínio de Madonna: ela impôs-se, afinal, como a figura que, emergindo de um ambiente tradicional e mais ou menos fechado (a pequena cidade de Bay City, no estado do Michigan), se transfigurou, não apenas num dos nomes mais fortes do mercado da música popular dos últimos 25 anos, mas também num ícone pop capaz de transfigurar temas, superar geografias e ligar as mais diversas formas de cultura.

A imagem de marca que muitos jornalistas dela gostam de explorar, ou seja, a de provocadora profissional que sabe "manipular" os media, decorre de uma visão patética do próprio trabalho jornalístico. Patética e, convém acrescentar, tentando apagar as responsabilidades de quem informa e faz opinião. Aliás, a própria Madonna uma vez resumiu tais impulsos contraditórios, perguntando: "Se eu sou assim tão desinteressante, porque é que falam tanto de mim?"

Para vislumbrarmos um pouco do seu impacto e, em particular, dos efeitos sociais e simbólicos do seu trabalho artístico, talvez seja importante recordar que a definição de Madonna como um fenómeno meramente musical e insuficiente para dar conta da pluralidade do seu universo. Desde logo, porque ela tem arriscado um pouco de tudo, desde a produção discográfica até à escrita de livros infantis, passando pelo trabalho como actriz de cinema e teatro (numa peça de David Mamet, Speed-the-Plow, em 1988) e a realização de filmes (actualmente a concluir a montagem de W.E., sobre os amores de Eduardo VIII e Wallis Simpson). Mas sobretudo porque, desde muito cedo, em boa verdade desde o sucesso emblemático da canção Like a Virgin (lançada em Novembro de 1984), Madonna emergiu como uma artista capaz de desafiar todas as leis convencionais de representação das mulheres e, por extensão, todas as formas de discriminação sexual. Ela é, enfim, uma cidadã do mundo que ajudou a pôr de pé a fundação Raising Malawi, de assistência aos órfãos da sida (um milhão de crianças) que existem naquele país africano.

DN Gente/Minsane

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